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Empatia é mais amor por favor

empathy

Na semana passada, o que o povo colombiano demonstrou na cerimônia de homenagem às vítimas do acidente aéreo foi um mix de solidariedade e amor. Empatia. Cada vez mais necessária nos tempos em que vivemos. Ela vem junto com a compaixão, outra fundamental na vida.

Há quem não se compadeça de nada, não se ponha no lugar de terceiros e permaneça fechado no seu umbigo, como se nada mais importasse. Necessidade de chamar a atenção? Pobreza de sentimentos? Egoísmo puro, ou ruindade mesmo. Falta de terapia, talvez. Ou de coração.

A parte boa é que tem muita gente do bem, que se comove, que consegue sentir quase a mesma dor do outro. E que usa isso para melhorar a si mesmo e ao seu redor. Isso exige inteligência emocional e generosidade.

Sou vegetariana por compaixão e respeito, por exemplo. A compaixão é uma das bases do budismo também. Você não é melhor que nenhum outro ser no mundo, estamos todos aqui tentando acertar. E podemos errar sim. Todo mundo erra. Precisamos ter mais tolerância, mais paciência. É um exercício diário. Viva e deixe viver.

Dizem que as pessoas mais sensíveis acabam sofrendo mais, porque sentem pelos outros. É verdade, mas eu não poderia ser de outra maneira. A gente sofre, não somente diante das tragédias da vida, mas diariamente. Porque deu ruim prum amigo, porque soubemos de algo terrível que aconteceu com uma conhecida, porque o noticiário é um bombardeio de bad vibes.

Final de ano, em geral, vem aquele sentimentalismo, o “espírito de Natal”, e a vontade de ajudar todas as ONGs possíveis e rever as pessoas que a gente gosta. E desculpar as cagadas alheias. E refletir sobre as nossas. E fazer planos pro ano que vem. Quer mudanças? Comece por você.

Dia a dia corrido, responsabilidades, tudo parece conspirar pra que cada vez mais as pessoas se fechem nos seus mundinhos (algumas em constante busca por likes, é verdade). Pois bem, mais do que olhar as outras pessoas, comece a VER essas pessoas. De verdade, com o coração. Experimente não julgar tanto e sim tentar compreender o outro. Certeza que o novo ano vai ser bem melhor.

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De um dos meus artistas preferidos, Keith Haring .

 

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Sobre Fleetwood Mac e Stevie Nicks

Dizem que a mestra só aparece quando a discípula está pronta. Por isso demorei tanto pra me apaixonar por Fleetwood Mac. Nunca tinha parado pra ouvir, conhecia Stevie Nicks de longe, sem apego algum. Pois bem.

Este ano me deu rasteiras e exigiu forças que eu nem sabia que tinha. Por outro lado, me trouxe pessoas incríveis, com quem me identifiquei e criei laços lindos. Tive de me reinventar e ainda estou nesse processo. As pessoas novas são parte disso tudo. Uma zoerinha de fazermos uma jam e recebi um link para Dreams.

Pra descobrir o Rumours (1977), foi um pulo. Clássico absoluto, um dos discos mais vendidos da história. Sua gravação demorou uns oito meses, porque os integrantes estavam ocupados curtindo suas separações (sim, os dois casais da banda estavam se separando) e se entupindo de coca e álcool. O álbum é muito bom e ganhou meu amor. Recomendo também o Fleetwood Mac (1975) e o Tusk (1979).

Fleetwood Mac 1

Stevie Nicks é bruxona. Sua participação e influência na terceira temporada de American Horror Story já eram um sinal para que eu pesquisasse mais sobre ela. E quanto mais pesquiso, mais adoro. Acho que estou encantada por ela, suas letras e depoimentos diversos. Geminiana (de 26 de maio), Stevie passou por poucas e boas, 10 anos de vício em cocaína, mais 8 de vício em clonazepam. É fã de Game of Thrones e tem uma legião de herdeiras e sisters of the moon. Sem contar as desventuras amorosas, que incluem uma história cármica com Lindsey Buckingham e o casinho com Mick Fleetwood, ambos colegas de banda.

Stevie é rainha, inspiração pra vida.

Stevie é rainha, inspiração pra vida.

O misticismo dela e dos integrantes se reflete nas músicas. E nesta fase em que estou mais voltada pra dentro, resgatando a mulher selvagem, Fleetwood Mac tem sido a trilha perfeita. “Mulheres que correm com os lobos” é o nome do livro. A vontade de viver no mato está presente, bem como a conexão com a natureza, a compreensão, a compaixão e a paz. Se tem algo que quero pra mim, agora, é paz.

Sim, tô ficando riponga, paz e amor mesmo. Troco festas babadeiras por um finde no mato, fácil. Nesse processo todo, trouxe de volta a bruxa, aquela que sabe o poder que tem. Seja para sonhar em Dreams ou Gipsy, querer tocar baixo em The Chain, chorar bêbada com Say you love me (ou Storms) ou querer tatuar Gold dust woman. Stevie e sua banda têm sido uma ótima companhia e têm ajudado a botar as coisas no lugar.

“We all really basically have a lot of magic… It´s only those of us that choose to accept it, that really understand it. That´s the only thing that I feel that I am able to give to people and that´s why I know that they respond to me because I try to give them only their own magic… not mine, but theirs”
Stevie Nicks, Jim Ladd Interview, 1979

stevie

Para as sisters of the moon, deixo aqui esta lindeza, Seven Wonders:

https://www.youtube.com/watch?v=9b4F_ppjnKU