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Uma longa queda*

Quanto mais alto você sobe, mais feia pode ser a queda. Paixão avassaladora, depressão fudida depois. Tudo lindo, cor de rosa, até que entrou água na casa das máquinas. O boy começa a agir diferente, a intuição grita que tem algo errado. Um perdido num sábado à noite. Três dias depois, um amigo te conta do chifre. Fim.

O que veio depois foi apenas uma pífia tentativa, já sem magia alguma. Naufrágio. Na véspera do Réveillon. Puta mancada, uns disseram. Ainda bem que a moça tem amigos queridos.

O mês seguinte foi um verdadeiro inferno. Chora, chora de dia, chora de noite, drogas, mais bebida, muito mais bebida ainda. Quero morrer, ela disse. Volta a se sentir um lixo, não sai da cama por uns dias. Foda-se tudo.

Dor, fracasso, rejeição, decepção, tudo misturado. Você é melhor que isso, disseram. Não importa agora. Terapia, sessões duplas, remédios. O corpo do falecido no IML, apodrecendo.

Vive um dia de cada vez, tenta não pensar. E chora no banheiro da firma, evita certos lugares, cansaço, e taquicardia quando passa um carro igual ao dele.

Um bom tempo depois, parece que dói menos. E o morto já foi enterrado.

Pronta pra outro?
Nah, melhor não. A queda é inevitável e destruidora.

*Licença poética: título de uma das obras de um dos meus escritores e roteiristas favoritos, Nick Hornby. Gosto do livro e do filme tb.

imogen a long way

Imogen Poots, em cena do filme A Long Way Down.

 

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Eu te amo

Eu deveria falar da Yelle, do novo do Pato Fu, da maravilhosa 4ª temporada de American Horror Story, das músicas do Adriano Cintra, do novelão canadense Orphan Black e até de como, depois dos 35, descobri Fleetwood Mac. Mas, ainda sob efeito do show do Arctic Monkeys – que me trouxe delícias e dores – deixo aqui três noções de vida:

Nunca diga eu te amo a alguém se não for verdadeiro.

Não brinque com os sentimentos das pessoas.

Não se aproveite do que as pessoas sentem para tirar vantagens.

r u happy now?

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