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Gratidão

Se reparar bem, tem gente que só reclama. Da vida, do desamor, do trânsito, das contas, do calor, do frio, da política, do preço das coisas, da violência, de tudo. Isso faz mal. E não é crendice de Poliana Moça, é ciência.

Cada vez mais tenho me esforçado pra ter uma atitude positiva em relação a tudo. A terapia tem ajudado também e fiz grandes avanços se considerar o tipo de reação que tenho hoje quando acontecem coisas chatas. Teve um dia que meu carro quebrou, e tudo bem. Adorei passear de guincho. Outro dia, furtaram meu celular, e tudo bem. Já comprei outro. Sim, sempre temos escolha.

Claro que, às vezes estamos sofrendo muito e tudo bem estar triste também, faz parte. Mas nem tudo merece ser sofrido e pesado, se não precisar ser. Muitos acontecimentos têm um lado positivo, é nele que temos de mirar.

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Gratidão virou modinha nas redes sociais, mas é babado.

Precisamos ser gratos pela vida que temos, as oportunidades e privilégios. Segundo estudos, a prática da gratidão eleva os níveis de serotonina e dá sensação de bem-estar. Terapias específicas podem facilitar o processo, como a Time Line Therapy, que ajuda as pessoas a se livrarem de emoções negativas e limitadoras. A terapeuta Cema Santos, também especialista em programação neurolinguística, vem ao Brasil em agosto, para dois workshops em São Paulo: “Mente sã, corpo são” e “Detox sua mente, transforme sua vida”.

E aí, o que acha de promover um detox na mente? Deixar a negatividade pra trás pode ser mais fácil e muito mais recompensador do que pensamos. E as terapias estão aí pra ajudar. Na verdade, dá até pra começar hoje: em vez de reclamar, bora agradecer o que se tem?

 

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Aos que se foram

A morte é uma separação terrível. Por mais que pensamos estar prontos, sempre somos destruídos quando perdemos alguém importante. Ontem meu gato Prince, de 17 anos, faleceu. Em janeiro, perdi o Gato, que também tinha 17 anos.

Longe de mim querer ser egoísta e achar que eles deveriam ficar comigo, uma vez que a missão deles foi cumprida e chegou a visita da mulher da foice. Mas dói. E muito.

Acredito que os bichos vivem muito menos que nós exatamente para que possamos cuidar e dar uma vida boa para vários deles ao longo de nossa existência. Um bicho novo (pode ser adulto, mas novo na sua história) renova a vida. E eles sempre nos mostram o que é amor de verdade e que, sim, podemos ser melhores.

Então, me lembro também de outros bichos com quem pude dividir pedaços da minha vida e não estão mais aqui: Sophia, Yara, Jorginho, Kaiser, Chiara.

Eu amo vocês e sei que estão bem.

Um dia a gente se encontra.

 

 

 

catangel

Uma longa queda*

Quanto mais alto você sobe, mais feia pode ser a queda. Paixão avassaladora, depressão fudida depois. Tudo lindo, cor de rosa, até que entrou água na casa das máquinas. O boy começa a agir diferente, a intuição grita que tem algo errado. Um perdido num sábado à noite. Três dias depois, um amigo te conta do chifre. Fim.

O que veio depois foi apenas uma pífia tentativa, já sem magia alguma. Naufrágio. Na véspera do Réveillon. Puta mancada, uns disseram. Ainda bem que a moça tem amigos queridos.

O mês seguinte foi um verdadeiro inferno. Chora, chora de dia, chora de noite, drogas, mais bebida, muito mais bebida ainda. Quero morrer, ela disse. Volta a se sentir um lixo, não sai da cama por uns dias. Foda-se tudo.

Dor, fracasso, rejeição, decepção, tudo misturado. Você é melhor que isso, disseram. Não importa agora. Terapia, sessões duplas, remédios. O corpo do falecido no IML, apodrecendo.

Vive um dia de cada vez, tenta não pensar. E chora no banheiro da firma, evita certos lugares, cansaço, e taquicardia quando passa um carro igual ao dele.

Um bom tempo depois, parece que dói menos. E o morto já foi enterrado.

Pronta pra outro?
Nah, melhor não. A queda é inevitável e destruidora.

*Licença poética: título de uma das obras de um dos meus escritores e roteiristas favoritos, Nick Hornby. Gosto do livro e do filme tb.

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Imogen Poots, em cena do filme A Long Way Down.

 

Do amor (ou: tudo pode ser melhor)

Era uma vez uma moça que achou que nunca mais se apaixonaria. E que nunca mais alguém se apaixonaria por ela. Mentiras e patifarias detonaram seu lado romântico e poliana. Rejeição, mais rejeição, cansaço. Desejo não é amor, não supre, deixa vazio. Pegação de buat é bom, mas sem significado, e figurinhas repetidas – bem, já sabemos. Evitava filmes de amor, “ridículos e impossíveis” e, assistindo às decepções em série dela e das amigas, criou convicções um tanto extremistas: “homem quando não caga na entrada, caga na saída”, “mais fácil achar petróleo em casa do que arrumar namorado”, “amor só de mãe, amigo e bicho”, entre outras maravilhas revolts.

Então, o destino e o universo colocaram uma pessoa incrível no caminho dela. (Ok que as redes sociais ajudaram um pouco, afinal estamos em 2015.) Ele é um boy divertido, gostoso, carinhoso, educado, inteligente e muito legal. E tem um beijo ótimo.

Tudo ficou mais leve, divertido, mágico e colorido.

❤ ❤ ❤

A cada dia, a moça se encanta mais. E agradece. Porque hoje sabe o que é ser bem tratada. Os conceitos idiotas e as ideias de derrota não existem mais. No lugar, existe admiração, amor e felicidade.

A vida é muito melhor com você, amô.

 

Love revolution, baby.

 

 

Eu te amo

Eu deveria falar da Yelle, do novo do Pato Fu, da maravilhosa 4ª temporada de American Horror Story, das músicas do Adriano Cintra, do novelão canadense Orphan Black e até de como, depois dos 35, descobri Fleetwood Mac. Mas, ainda sob efeito do show do Arctic Monkeys – que me trouxe delícias e dores – deixo aqui três noções de vida:

Nunca diga eu te amo a alguém se não for verdadeiro.

Não brinque com os sentimentos das pessoas.

Não se aproveite do que as pessoas sentem para tirar vantagens.

r u happy now?

r u happy now?

Only lovers left alive

A bicha tá tristérrima hoje. Mal demais com as atitudes alheias, a falta de honestidade e outras patifarias.

Por isso, decidi postar sobre o filme ‘Amantes eternos’, do Jim Jarmusch.

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É lindo e, em minha singela opinião, o filme do ano.

Um dos filmes da minha vida também. Me apaixonei por tudo, trilha sonora inclusive, e quero pôster na sala.

Minha amiga maravilhosa Camila analisou o filme lindamente, aqui no Ninguém Perguntou.

Porque é de belezas como este filme – e de amor – que a vida precisa.

true love, bitch

true love, bitch

 

(Estou ouvindo Black Rebel Motorcycle Club, que comecei a amar por causa de Only lovers left alive.)

Tony Bennett + Lady Gaga sim

Em 2011, mother monster gravou com ele ‘the lady is a tramp’, apenas incrível.
Sim, Lady Gaga CANTA, aceitem.

Tony Bennett, crooner monstrão. Na ausência de tio Frank, ficamos com ele.

Acabei de ouvir o disco que gravaram juntos este ano, o ‘Cheek to cheek’ e listo aqui, de forma dinâmica e rápida, por que adorei:

  • Amo jazz
  • Amor, amor, amor
  • São versões de clássicos – entre eles, Anything Goes, do querido Cole Porter
  • Dá vontade de tomar whiskey
  • Dá vontade de se montar
  • Dá vontade de viver
  • É sofisticado, chique
  • Fácil se sentir num filme
  • E, sim, queria ouvir cada uma dessas músicas com o boy que eu amo. Sou tonta, mas é isso.

Chorem haters, ‘Cheek to cheek’ é muito bom.

 

E o cabelo Cher inspired? <3

E o cabelo Cher inspired? ❤