Tony Bennett + Lady Gaga sim

Em 2011, mother monster gravou com ele ‘the lady is a tramp’, apenas incrível.
Sim, Lady Gaga CANTA, aceitem.

Tony Bennett, crooner monstrão. Na ausência de tio Frank, ficamos com ele.

Acabei de ouvir o disco que gravaram juntos este ano, o ‘Cheek to cheek’ e listo aqui, de forma dinâmica e rápida, por que adorei:

  • Amo jazz
  • Amor, amor, amor
  • São versões de clássicos – entre eles, Anything Goes, do querido Cole Porter
  • Dá vontade de tomar whiskey
  • Dá vontade de se montar
  • Dá vontade de viver
  • É sofisticado, chique
  • Fácil se sentir num filme
  • E, sim, queria ouvir cada uma dessas músicas com o boy que eu amo. Sou tonta, mas é isso.

Chorem haters, ‘Cheek to cheek’ é muito bom.

 

E o cabelo Cher inspired? <3

E o cabelo Cher inspired? ❤

 

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Drops – especial equinócio de primavera

No player: Banks – A geminiana Jillian Rose Banks é uma das grandes apostas do ano. Estou amando o disco Goddess. Adorei as letras e o cool mix de R&B, eletrônico, pop e romance. O jornalista português Vitor Belanciano descreve o som com perfeição: “É uma espécie de soul-pop tecnológica, envolvida por ambientes lânguidos, ritmos entorpecedores em câmara lenta e revestimentos electrónicos luxuriantes, numa expressão intimista construída a partir de uma sonoridade pop aveludada.”

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Watchin: Camelot – Quem se encantou em algum momento da vida com As Brumas de Avalon vai se irritar um pouco com a série inglesa de 2011, disponível no Netflix. Em uma palavra: Morgana. Eva Green arrasa, mas ainda to esperando pra ver como termina essa proposta bem diferente da história que eu conheci. Destaque para a atuação de Joseph Fiennes.

camelot

Se liga: Academia de Drags – a versão brasileira de Ru Paul´s Drag Race tinha de ser, claro, apresentada pela Silvetty Montilla. Oito drags já foram selecionadas para a disputa que estreia dia 13 de outubro, no canal do Youtube. O reality show nacional mais parecido com isso foi o Glitter – produção cearense que nos deixou pérolas como “choque de monstro”. Estamos ansiosas, sim ou sim?

and may the best woman win

and may the best woman win

Compras – flores, muitas. Meu minijardim tá cada vez mais lindo, mesmo que um dos gatos esteja comendo as folhas das roseiras 🙂

Hide ou block – curtiu Malafaia, Bolsonaro, Marina e afins, eu deleto. Beijas!

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Chega de peles

O post de hoje é um desabafo, mais que isso, quase um manifesto.

Estou linda e loira folheando a Harpers Bazaar deste mês – amo revistas de moda sim – e me deparo com uma bolsa de pele de gazela. Sério mesmo que vocês acham bonito e chique que um animal morra pra virar uma bolsa? Ou qualquer acessório?

Quem curte moda precisa mesmo ficar refém disso? Até quando?

É de uma grande label, caríssima e ok. Mas porran, pele não dá mais.

Vocês usariam uma bolsa feita de pele humana? Nojo, né? Dá na mesma: gazela, humana, vaca, crocodilo, cobra, tudo tem pele e dá pra confeccionar adornos cafonas.

 

Shirley Manson mostrando o resto do seu acessório feito com pele.

Shirley Manson mostrando o resto do seu acessório feito com pele.

 

Stella McCartney tá aí, provando que moda e sustentabilidade dão jogo.

Já estamos em 2014, bora renovar o conceito de bom gosto?

Condecorada pela rainha, tá?

Condecorada pela rainha, tá?

 

Drops – the crazy bitch returns

Porque este é um comeback digno.

Voltamos resgatando a coluna Drops, sucesso do clássico BeeshaPheena:

No player – Jack White: o moço é incrível, canceriano, gênio. Fui conhecer o álbum mais recente, Lazaretto, e fui obrigada a baixar também o belíssimo Blunderbuss, de 2012. Blues, country, pop e muito talento pra coisa. Tudo que eu escrever agora será tendencioso, estou apaixonada. E as capas desses dois álbuns são lindas:

Jack_White_Blunderbuss_cover

Todo trevoso ❤

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Hide or block – Essas campanhas chatas no feis e demais redes, é balde de gelo, gente feia sem make up. Parem. Quer ajudar alguém ou uma causa? Faça, doe, colabore como puder. Encher minha timeline com esses desafios, really? E por favor, se você mora em SP, não desperdice o balde de água e gelo, jogue na Cantareira. Obrigada.

Help – O que fazer com a MAC? Tudo maravilhoso mas ainda testa em animais. E agora, como resistir à coleção Rocky Horror Picture Show? Ajudem a bee.

Muso – Mas claro que ia ter. Jon Hamm, por motivos de Don Draper, odarice e magia extrema:

jonhamm

Delício

 

Musa

“Mesmo que pra você isso seja banal, saber que te inspiro é maravilhoso.

Só quem produz arte sabe what it takes.
Obrigada por me tornar imortal.

E agora sei que estou dentro de você.

Um beijo.”

mm

Esses meninos

Eles entraram na minha vida em 2002. Um ano apaixonado, cheio de esperança e coisas divertidas. Jogos da Copa de madrugada, novo amor, vontade de coisas novas.
No ano seguinte, por forças do destino, fiquei muito tempo em casa. Isso não era problema, vamos nos divertir enquanto isso. Tardes inteiras ouvindo IS THIS IT e jogando Donkey Kong – sim, adoro um videogame vintage – e ficando alta (if you know what I mean, 4 e 20).
Saiu o ROOM ON FIRE e foi amor logo de cara. Tudo era lindo, e um tempo depois, a vida pôs uma pessoa especial no meu caminho. E todas as músicas deles combinavam com mil situações que eu estava vivendo.Um impasse na vida amorosa, tomei a decisão errada. E carreguei isso por meses. E a pessoa ficou marcada nesse segundo disco deles. Ele estava em todas as faixas, em quase todos os versos. Hoje ainda lembro dele, falando muito, sorrindo, lindo.
O terceiro disco, mais experimental, já marcou uma fase de arrependimento, de “por que mesmo escolhi o lado errado?”, a roda da fortuna girando, a vida mudando, mas de allstar branco cano alto.
Fui no show (TIM Festival 2005) e decidi: se encontrasse com ele justo nesse evento, seria um sinal. Não encontrei. Deixei a vida andar.
Quando ANGLES foi lançado, anos depois, lembro de quando ouvi a primeira faixa, no trabalho. E chorei. Porque eles estavam de volta, porque era eu ali e uma nova fase minha nas letras do Julian. Ouvi esse disco até de trás pra frente.
O show do Terra, em 2011, foi inacreditável. Os ingressos esgotaram logo, fiquei sem. Por conta disso, passei meses sem ouvir os meninos, fingindo que o show não existiria. Na semana do festival, GANHEI os ingressos. Foi um show lindo maravilhoso, e, mesmo sob efeito de uma bicicleta, eu me emocionei. Foi catártico, histórico. Minha vida recente passando em músicas e letras e ali estava eu vivendo aquilo ao vivo. Foda.
Um tempo depois, encontrei com aquela pessoa. Rolou. Foi bom. Mas só, tudo estava mudado, perdeu aquela magia.
2013, uma música com tecnobrega, rendendo muitas risadas e marcando mais uma fase da vida, completamente diferente das outras. Dois meses depois, um clipe novo e mais uma música ótima. Chorei de novo.
Porque, mesmo tudo tão diferente e cheio de possibilidades novas, eu ainda me reconheço neles, esses meninos. Strokes é parte da minha vida, trilha de festas, porres, fossas e amores.
E agora vou ouvir a música nova, pela milionésima vez.

The Strokes

Glow

Estourou um transformador e o quarteirão inteiro está sem luz. Faz meia hora. A previsão de retorno é para daqui a quatro horas.

Tudo escuro e chove muito. Já tomei um banho gelado e escrevo com a ajuda de uma lanterna.

Tem algo de poético quando ficamos sem luz. Meio medieval, romântico até.

Mas parece que a vida não funciona. Quem é você no escuro? Quem é você offline?

Quando a luz volta, bem antes do esperado (e os vizinhos comemoram), ligo a tv, me conecto com meu smart. E termino este texto à mão.

dark cat