Cosmos

Aprender é sempre bom, relembrar o que aprendemos também. Cosmos – uma odisséia pelo espaço-tempo é uma série maravilhosa, que mistura documentário, astronomia, história, biologia e física. Produzida por Seth MacFarlane (de Family Guy e Ted), é uma viagem pela ciência, de forma a explicar nosso universo, as leis da natureza e a vida em si.

Continuação da série dos anos 80 apresentada pelo astrônomo Carl Sagan, Cosmos está disponível na íntegra no Netflix. A produção venceu diversos prêmios dedicados à TV nos Estados Unidos, inclusive Emmy e o Critic’s Choice. Estrelados pelo astrofísico Neil de Grasse Tyson, os 13 episódios são bastante didáticos e trazem animações de MacFarlane.

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A identificação foi imediata. Logo no primeiro episódio, me senti como a menina de 8 anos que era fascinada pelo espaço e pelo cometa Halley. Que lia a Superinteressante e tinha pôsteres do sistema solar no quarto. Fiquei feliz de saber que a menina ainda está aqui. Obrigada, Seth e Neil.

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Drops – tá frio né?

Grace and Frankie – produzida pelas protagonistas, Jane Fonda e a sempre engraçada Lily Tomlin, a série do Netflix traz temas como velhice, amor e família, de forma fofa e divertida. Sim, queridos, todos nós ficaremos velhos. Num mundo que prioriza beleza e juventude a qualquer preço, a série faz um bom contraponto. Destaque também pro Martin Sheen.

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Old is the new Black – o documentário Advanced Style mostra senhoras estilosérrimas – entre os 60 e poucos e 95 anos – da cidade de Nova York. Um ótimo olhar sobre padrões de beleza, autoestima e empoderamento. Ladies, tenham personalidade e empoderem-se.

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The Magic Whip – demorei né. Mas enfim, o disco novo do Blur é uma delícia. Tem aquele cheirinho de nineties, mas com elementos modernosos e até uma atmosfera oriental (foi gravado em Hong Kong). É o Blur que a gente ama, amenizando as porradas desse ano e aquecendo o coração nesse frio de SP. Se eu encontrasse Damon Albarn agora, daria um abracinho e diria: Thank you, babe.

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Das 9 às 6

Desculpem o sumiço, mas foram meses de muito trabalho. O capítulo final de tanta dedicação, nada positivo, me fez pensar muito. Inspirada também por textos de amigas e escolhas de vida, resolvi escrever sobre liberdade.
Ultimamente me empenhei no trabalho, me dediquei como nunca e consegui resultados bons, mas não basta. Nunca é o suficiente, nunca tá bom. E tem sempre alguém que faz por um preço menor.
E você se cobra e você se culpa.
Começa a segunda esperando pela sexta.
O finde voa, e lá vem mais uma semana sem feriado socorro jesus.

Somos realmente livres? Trocando nosso tempo e talento por dinheiro? Desempenhando tarefas das quais não gostamos? O que você faz oito horas por dia, cinco dias por semana, melhora a vida de alguém? Ou é o que você recebe por isso que tem alguma utilidade?

Olhando de longe, muitas das urgências do cotidiano profissional não têm importância alguma.
E não há saída mágica, pois temos faturas pra pagar.
(sim, sempre podemos ganhar na loteria)

Mas é hora de pensar em liberdade, em planos b e c, em alternativas mais satisfatórias de vida.
Além das atribuições chatas da vida, somos responsáveis também pela parte boa, pela diversão, pelo que faz diferença – o que realmente importa, no fim das contas.
Passa tudo tão rápido, bora ser feliz.

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Drops – ressacão de Carnaval

Bloco Soviético: foi lindo. 2016 tem mais (com mais polemiquinhas bestas nas internets).
Único bloco possível.

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Drinks: água, muita água. E suco verde.

Must go: academia (vai treinar, sim).

Dicona: aproveitar a lua nova e o ano novo chinês (da cabra) pra deixar os lixos pra trás. Sobre o ano da cabra, que começa amanhã, dia 19, as previsões são de uma fase mais leve e positiva pro amô.

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No player: Rafael Castro. Ex da Tulipa Ruiz, o moço faz um som interessante e divertido (música gata) – e produz tudo sozinho. Já gravou mais de oito discos distribuídos pela internet. O mais recente, Um chopp e um sundae (2015), também pode ser baixado aqui. Mais synthpop e com perfume oitentinha que seu antecessor (o setentista Lembra?, de 2012), fez minha alegria neste dia preguicento. Fiquem com Ciúme: https://soundcloud.com/rafaelcastro/ciume

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“Ah, É. Ah, Tá”

 

Sobre Fleetwood Mac e Stevie Nicks

Dizem que a mestra só aparece quando a discípula está pronta. Por isso demorei tanto pra me apaixonar por Fleetwood Mac. Nunca tinha parado pra ouvir, conhecia Stevie Nicks de longe, sem apego algum. Pois bem.

Este ano me deu rasteiras e exigiu forças que eu nem sabia que tinha. Por outro lado, me trouxe pessoas incríveis, com quem me identifiquei e criei laços lindos. Tive de me reinventar e ainda estou nesse processo. As pessoas novas são parte disso tudo. Uma zoerinha de fazermos uma jam e recebi um link para Dreams.

Pra descobrir o Rumours (1977), foi um pulo. Clássico absoluto, um dos discos mais vendidos da história. Sua gravação demorou uns oito meses, porque os integrantes estavam ocupados curtindo suas separações (sim, os dois casais da banda estavam se separando) e se entupindo de coca e álcool. O álbum é muito bom e ganhou meu amor. Recomendo também o Fleetwood Mac (1975) e o Tusk (1979).

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Stevie Nicks é bruxona. Sua participação e influência na terceira temporada de American Horror Story já eram um sinal para que eu pesquisasse mais sobre ela. E quanto mais pesquiso, mais adoro. Acho que estou encantada por ela, suas letras e depoimentos diversos. Geminiana (de 26 de maio), Stevie passou por poucas e boas, 10 anos de vício em cocaína, mais 8 de vício em clonazepam. É fã de Game of Thrones e tem uma legião de herdeiras e sisters of the moon. Sem contar as desventuras amorosas, que incluem uma história cármica com Lindsey Buckingham e o casinho com Mick Fleetwood, ambos colegas de banda.

Stevie é rainha, inspiração pra vida.

Stevie é rainha, inspiração pra vida.

O misticismo dela e dos integrantes se reflete nas músicas. E nesta fase em que estou mais voltada pra dentro, resgatando a mulher selvagem, Fleetwood Mac tem sido a trilha perfeita. “Mulheres que correm com os lobos” é o nome do livro. A vontade de viver no mato está presente, bem como a conexão com a natureza, a compreensão, a compaixão e a paz. Se tem algo que quero pra mim, agora, é paz.

Sim, tô ficando riponga, paz e amor mesmo. Troco festas babadeiras por um finde no mato, fácil. Nesse processo todo, trouxe de volta a bruxa, aquela que sabe o poder que tem. Seja para sonhar em Dreams ou Gipsy, querer tocar baixo em The Chain, chorar bêbada com Say you love me (ou Storms) ou querer tatuar Gold dust woman. Stevie e sua banda têm sido uma ótima companhia e têm ajudado a botar as coisas no lugar.

“We all really basically have a lot of magic… It´s only those of us that choose to accept it, that really understand it. That´s the only thing that I feel that I am able to give to people and that´s why I know that they respond to me because I try to give them only their own magic… not mine, but theirs”
Stevie Nicks, Jim Ladd Interview, 1979

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Para as sisters of the moon, deixo aqui esta lindeza, Seven Wonders:

https://www.youtube.com/watch?v=9b4F_ppjnKU

 

 

Eu te amo

Eu deveria falar da Yelle, do novo do Pato Fu, da maravilhosa 4ª temporada de American Horror Story, das músicas do Adriano Cintra, do novelão canadense Orphan Black e até de como, depois dos 35, descobri Fleetwood Mac. Mas, ainda sob efeito do show do Arctic Monkeys – que me trouxe delícias e dores – deixo aqui três noções de vida:

Nunca diga eu te amo a alguém se não for verdadeiro.

Não brinque com os sentimentos das pessoas.

Não se aproveite do que as pessoas sentem para tirar vantagens.

r u happy now?

r u happy now?

Only lovers left alive

A bicha tá tristérrima hoje. Mal demais com as atitudes alheias, a falta de honestidade e outras patifarias.

Por isso, decidi postar sobre o filme ‘Amantes eternos’, do Jim Jarmusch.

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É lindo e, em minha singela opinião, o filme do ano.

Um dos filmes da minha vida também. Me apaixonei por tudo, trilha sonora inclusive, e quero pôster na sala.

Minha amiga maravilhosa Camila analisou o filme lindamente, aqui no Ninguém Perguntou.

Porque é de belezas como este filme – e de amor – que a vida precisa.

true love, bitch

true love, bitch

 

(Estou ouvindo Black Rebel Motorcycle Club, que comecei a amar por causa de Only lovers left alive.)