Sobre Fleetwood Mac e Stevie Nicks

Dizem que a mestra só aparece quando a discípula está pronta. Por isso demorei tanto pra me apaixonar por Fleetwood Mac. Nunca tinha parado pra ouvir, conhecia Stevie Nicks de longe, sem apego algum. Pois bem.

Este ano me deu rasteiras e exigiu forças que eu nem sabia que tinha. Por outro lado, me trouxe pessoas incríveis, com quem me identifiquei e criei laços lindos. Tive de me reinventar e ainda estou nesse processo. As pessoas novas são parte disso tudo. Uma zoerinha de fazermos uma jam e recebi um link para Dreams.

Pra descobrir o Rumours (1977), foi um pulo. Clássico absoluto, um dos discos mais vendidos da história. Sua gravação demorou uns oito meses, porque os integrantes estavam ocupados curtindo suas separações (sim, os dois casais da banda estavam se separando) e se entupindo de coca e álcool. O álbum é muito bom e ganhou meu amor. Recomendo também o Fleetwood Mac (1975) e o Tusk (1979).

Fleetwood Mac 1

Stevie Nicks é bruxona. Sua participação e influência na terceira temporada de American Horror Story já eram um sinal para que eu pesquisasse mais sobre ela. E quanto mais pesquiso, mais adoro. Acho que estou encantada por ela, suas letras e depoimentos diversos. Geminiana (de 26 de maio), Stevie passou por poucas e boas, 10 anos de vício em cocaína, mais 8 de vício em clonazepam. É fã de Game of Thrones e tem uma legião de herdeiras e sisters of the moon. Sem contar as desventuras amorosas, que incluem uma história cármica com Lindsey Buckingham e o casinho com Mick Fleetwood, ambos colegas de banda.

Stevie é rainha, inspiração pra vida.

Stevie é rainha, inspiração pra vida.

O misticismo dela e dos integrantes se reflete nas músicas. E nesta fase em que estou mais voltada pra dentro, resgatando a mulher selvagem, Fleetwood Mac tem sido a trilha perfeita. “Mulheres que correm com os lobos” é o nome do livro. A vontade de viver no mato está presente, bem como a conexão com a natureza, a compreensão, a compaixão e a paz. Se tem algo que quero pra mim, agora, é paz.

Sim, tô ficando riponga, paz e amor mesmo. Troco festas babadeiras por um finde no mato, fácil. Nesse processo todo, trouxe de volta a bruxa, aquela que sabe o poder que tem. Seja para sonhar em Dreams ou Gipsy, querer tocar baixo em The Chain, chorar bêbada com Say you love me (ou Storms) ou querer tatuar Gold dust woman. Stevie e sua banda têm sido uma ótima companhia e têm ajudado a botar as coisas no lugar.

“We all really basically have a lot of magic… It´s only those of us that choose to accept it, that really understand it. That´s the only thing that I feel that I am able to give to people and that´s why I know that they respond to me because I try to give them only their own magic… not mine, but theirs”
Stevie Nicks, Jim Ladd Interview, 1979

stevie

Para as sisters of the moon, deixo aqui esta lindeza, Seven Wonders:

https://www.youtube.com/watch?v=9b4F_ppjnKU

 

 

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  1. Pingback: Musa: Stevie Nicks, a sacerdotisa do rock | Ninguém Perguntou

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